domingo, 26 de maio de 2013

RENCA - Rede Nacional de Coletivos e Ativistas pela Legalização da Maconha (ata de reunião)



04 de maio de 2013 – Museu Nacional (Brasília)

Presentes:

Ágata (Marcha da Maconha [MM] – Foz do Iguaçu)
André (MM – Foz do Iguaçu)
André Barros (MM – Rio de Janeiro)
Andrew (Movimento pela Legalização da Maconha [MLM] – Rio de Janeiro)
Antonio Henrique (Planta na Mente, Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos, MLM e MM – Rio de Janeiro)
Ednardo (MLM – Rio de Janeiro)
Constança (MM e MLM – Brasília)
Emilio (GrowRoom e MM – Rio de Janeiro)
Fabiano (MM – Curitiba)
Fabíola (São Paulo)
Helson (MLM – Brasília)
Henrique (MM – Brasília)
Igor (Setorial de drogas do PSOL UFMG - Belo Horizonte)
James (MM – Curitiba)
Jean (Curitiba)
Jimmy (MM – Foz do Iguaçu)
José (MM – Rio de Janeiro)
Marcelo Pedroso (antropólogo, [MM] – Brasília)
Mariana (MM – Curitiba)
Marina (MM - ??)
Renato Cinco (MLM – Rio de Janeiro) 
Sérgio Vidal (MM - Aracajú)
Sidarta Ribeiro (UFRN e MM – Natal)
Thiago (Setorial de drogas do PSOL UFMG - Belo Horizonte)
Tomazine (Planta na Mente, Hempadão, MM – Rio de Janeiro)
Vinícius (MM – Brasília)

Pauta:

1. Posição política em relação: (a) ao PL 7.663, do Deputado Federal Osmar Terra (PMDB), que aumenta a pena mínima para traficantes e defende a internação compulsória e o financiamento de comunidades terapêuticas; (b) ao julgamento do recurso extraordinário (RE 635659) pelo STF que pode permitir a descriminalização do porte e produção de drogas para consumo próprio;

2. Fortalecer a comunicação entre membros da RENCA.

Informes: Renato Cinco iniciou a reunião relatando a criação da RENCA em 2012, durante a Cúpula dos Povos, no âmbito da Conferência da ONU Rio+20. Aproveitando a estrutura e a presença de participantes do movimento canábico de várias partes do país, realizou-se a “Rio+4:20, a Cúpula Canábica” com militantes de 17 cidades. Da reunião saíram 2 encaminhamentos: criação da RENCA e a criação de uma segunda manifestação nacional pela legalização da maconha, o Dia Nacional pela Legalização da Maconha, dia 27 de Novembro, mesma data do Dia Nacional de Combate ao Câncer, a fim de reafirmar e dar visibilidade entre tantos o caráter terapêutico da maconha, inclusive no tratamento do câncer. Ao contrário da marcha, que tem o mesmo formato e ocorre em dias diversos em cada cidade, o dia pela legalização seria o mesmo em todo o país, mas com formatos possíveis definidos pela organização em cada cidade (passeata, debate, exibição de vídeos, abraço, etc.). A RENCA não é uma nova entidade, não tem uma estrutura organizativa própria, mas sim uma rede horizontal, como forma de colocar os diversos coletivos e ativistas do país em contato e permitir iniciativas coletivas. Marcelo Pedroso complementou que a idéia da RENCA é estabelecer uma rotina de comunicação e criação conjunta, fortalecendo as conexões (linhas) entre os ativistas (nós) da rede. Reforçou o incentivo da utilização do grupo da RENCA no Facebook como ferramenta de integração e comunicação mais dinâmica, além da sala de conferência de áudio através do software TeamSpeak como instrumento de reunião à distância.

Discussão de Pauta: Renato Cinco propôs como “norte” para as ações conjuntas da RENCA a adoção de uma posição política clara de repúdio ao PL 7663 do Osmar Terra, com o objetivo de contrapor o debate proibicionista, assim como pressionar o STF para que julgue o recurso extraordinário 635659 e descriminalize o uso de drogas ainda este ano. Lembrou que a possibilidade de avanços na política sobre drogas concentra-se hoje mais no Poder Judiciário que nos Poderes Executivo e Legislativo, cujos membros majoritariamente devem acompanhar o PL 7.663. Com relação a atividades concretas, defendeu o fortalecimento da comunicação da RENCA e uma mobilização da rede para que o Dia Nacional Pela Legalização da Maconha (27/11) aconteça em mais cidades do país (em 2012 ocorreu em apenas 3 cidades).

Sidarta concordou que devemos perder a discussão no parlamento sobre o PL, e que a esperança é o STF, já que o proibicionismo perde no debate racional e científico. A indicação é que se a matéria for votada, nós ganhamos, então a pressão deve ser pra que o Supremo vote. Defendeu que os coletivos e ativistas ocupem todos os espaços de debate, questionando as falas de proibicionistas, tendo como estratégia o uso da razão e do humor, sem aceitar provocação (semelhante ao movimento LGBT). Ressaltou a figura do “simpatizante”, que é fundamental para a marcha da maconha: devem marchar todos os que apóiam o direito, e não apenas aqueles são usuários.

Emilio ressaltou que é preciso discutir as propostas de regulamentação da cannabis, cuja economia seja baseada em sustentabilidade, responsabilidade e justiça social. Informou que escreveu um projeto de lei nesse sentido que está aberto a comentários, críticas, sugestões, ao debate.

Antônio passou uma lista para contatos dos presentes na reunião e enfatizou a importância da comunicação virtual para a articulação da rede. Lembrou que o grupo da RENCA no facebook já existe e deve ser mais utilizado, apesar de apresentar algumas limitações. Incentivou maior uso da sala de reuniões da RENCA no TeamSpeak. Falou da possibilidade de criar uma lista de e-mails da rede, mas acha que esse espaço de comunicação já existe na lista nacional da Marcha da Maconha, da qual é administrador. Endossou a fala do Emilio sobre o debate das propostas de regulamentação da maconha, pois será criado um novo mercado, e o modelo de produção e distribuição pode fugir à atual lógica de mercado. Concordou que o Projeto de Lei apresentado pelo GroowRoom é um ponto de partida para os coletivos da RENCA fazerem esse debate. Defendeu a realização de mais encontros presenciais da RENCA, sugerindo um grande encontro nacional próprio da rede em 2014.

Jimmyi enfatizou a importância da RENCA procurar maior integração em âmbito latino-americano, onde existem movimentos fortes no Uruguai e Argentina. 

Marcelo em nome do Thiago (Coletivo DAR) lembrou da existência da CLAC (Coalizão Latinoamericana de Ativistas Cannábicos). Esta coalizão foi proposta durante a II Conferência Latinoamericanas sobre Políticas de Drogas (CPLD), Rio de Janeiro. Em 2011, durante a edição mexicana da conferência (III CLPD), foi assinada a carta de fundação da CLAC e, em 2012, durante a IV CLPD, em Bogotá, teve sua estrutura de funcionamento detalhada. Em linhas gerais, o desenho atual da CLAC é o de uma organização política, composta por uma coordenação política (duas entidades por país) e tem a intenção de compor uma ampla assembléia geral - não há, de fato, grande concretude à proposta. Pelo Brasil, duas entidades compõem a coordenação da CLAC: A REBRACANA (Rede Brasileira de Estudos e Políticas da Cannabis, com CNPJ em nome de William, do GroowRoom) e o Coletivo DAR. Ambas entidades compõem esta coordenação por terem tido a oportunidade de participar do processo de construção e fundação da CLAC. Na opinião do Thiago, ainda que haja algum nível de legitimidade das duas entidades, a RENCA é hoje a organização com maior legitimidade para ocupar este espaço - se julgar pertinente e interessante. Cabe reforçar fortemente que não há concretude alguma de ações no escopo da CLAC. Seria interessante a RENCA refletir a respeito deste espaço, da pertinência dele e se é interessante acumular a tarefa de construir concretude para a CLAC, no Brasil e na América Latina.

Helson lembrou de outra possível ação conjunta da RENCA, a bicicletada canábica munidal, que já foi realizada no Rio e em Brasília em 2012.

Encaminhamentos: Sem haver discordância, foram encaminhados:

·Eixos políticos da RENCA: repúdio ao PL 7663 e pressão para a votação do RE 635659 no STF, com a proposta de publicar um manifesto sobre essa posição.

·Realização no maior número de cidades possível o Dia Nacional pela Legalização da Maconha em 27 de Novembro (mesmo Dia do Combate Nacional ao Câncer), com foco no uso medicinal da Cannabis. A intenção é que seja um segundo evento anual (além da marcha) para fomentarmos o debate com uma manifestação pública em nível nacional.

·Comunicação da RENCA: Marcelo Pedroso encaminhará as informações técnicas sobre o software TeamSpeak, Antonio Henrique incluirá os presentes e qualquer interessado na lista nacional da Marcha da Maconha e no grupo do facebook.

·Indicativo de organizar um encontro nacional da RENCA em 2014.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Marcha da Maconha Juiz de Fora -- VEM GERAL



Vem geral Juiz de Fora - o vídeo/chamada para a Marcha da Maconha Juiz de Fora 2013:

quinta-feira, 23 de maio de 2013

PL 7663: a ministra do PT que defende o higienismo social e a continuidade do extermínio de jovens nas periferias


Abaixo a reunião da turma do higienismo social,
da defesa do extermínio da juventude pobre nas periferias das grandes cidades...


Gleisi Hoffmann inimiga da saúde mental, da população de rua, da reforma psiquiátrica, da marcha da maconha.



Eles não querem tratar. Querem criminalizar, higienizar as cidades brasileiras para a Copa do Mundo. 


 Diga não ao retrocesso.
Diga não a ministra Gleisi.
Diga não ao deputado ultra-conservador e moralista Osmar Terra.
Diga não ao PL 7663. 


Diga sim a PAZ.
Diga sim ao fim da guerra as drogas.
Diga sim aos Direitos Humanos.